Eu sou o vento. Minhas ideias vão e voltam. Eu posso ser sujo, mas quando estou limpo eu purifico os ares. Minha origem? Eu não sei, só sei que as pessoas não me veem, apenas me sentem.
Eu normalmente sou liberado por vários buracos. As pessoas gostam muito de mim, pois eu as refresco, podendo ser quente ou frio.
Congelo as bochechas, rasgo peles, provoca marés, terremotos, assanho cabelos, mas posso também arrumá-los como no vento dos secadores. Essa é minha vida.
Beatriz Vieira
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